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sexta-feira, 13 de março de 2026

POLÍCIA CIVIL SOLUCIONA LATROCÍNIO DE LUCIANE FREITAS EM 72 HORAS



Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi brutalmente assassinada o corpo foi encontrado em Major Gercino.

Segundo as informações da investigação, Luciani foi morta ainda no dia 04 de março. Após ser dopada, seu corpo foi colocado dentro da própria geladeira, onde permaneceu até o dia 07 de março.

No dia 07, o corpo foi desmembrado e descartado em um rio na cidade de Major Gercino (SC), dividido em seis partes e colocado em cinco sacos de lixo.

Somente no dia 11 de março parte do corpo foi localizada após denuncias .

 

 

a policia militar foi ate local na estrada geral Iterere após ver que se tratava de corpo a policia civil foi acionada . investigação relativa ao corpo foi  capitaneada pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) da DEIC .

No última terça-feira (10/03) a Polícia Civil foi comunicada sobre o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, corretora de imóveis, na Praia do Santinho, em Florianópolis.

A vítima morava sozinha em um residencial e estaria desaparecida pelo menos desde o dia 05 de março, quando foi vista pela última vez.

A partir das informações repassadas pela família, as investigações através da Equipe de Investigações da Delegacia de Roubos e Antissequestro – DRAS/DEIC, identificaram que diversas compras estavam sendo feitas, usando os dados e pagamentos da vítima, especialmente em plataforma de compra online.

No dia seguinte, os policiais da DRAS identificaram um adolescente fazendo a retirada das mercadorias compradas, em locais diversos na região do norte da ilha, e constataram que ele era vizinho de Luciani, morando no mesmo residencial.

Também foi identificado que o irmão do adolescente, de 27 anos de idade, estava foragido do Estado de São Paulo, por ter cometido um latrocínio em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.

Ele e a companheira, de 30 anos de idade, moravam também em um apartamento vizinho do de Luciani.

Ainda no dia 11, a investigação se deparou com evidências apontando que a administradora do residencial/pousada, uma mulher de 47 anos, parente dos proprietários, estava associada ao casal, se beneficiando das compras feitas em nome da vítima.

Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da mulher.

Essa mulher foi presa em flagrante e conduzida ao sistema prisional, enquanto os policiais continuaram em busca do casal, que tentou fugir para o Rio Grande do Sul, sendo presos ontem na cidade de Gravataí, por policiais rodoviários federais.

As investigações sobre os crimes tiveram os importantes apoios da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas – DPPD, da 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis (Ingleses), da Delegacia de Polícia de São João Batista, e da Polícia Rodoviária Federal.

O conjunto de informações colhidas permitiu apontar que o tronco de um corpo feminino encontrado na cidade de Major Gercino, no dia 09, com sinais de esquartejamento e desmembramento, era o da vítima Luciane. Essa e outras partes do corpo foram levados até uma ponte na área rural e jogados em um rio, divididas em cinco pacotes diferentes, pelo casal de autores e o adolescente.

Buscas estão sendo realizadas para tentar localizar as outras partes.

O trabalho da Polícia Civil permitiu identificar até o momento que Luciani teria sido morta entre os dias 04 e 05, e seu corpo permaneceu até a madrugada do dia 07 no apartamento dela, quando foi retirado.

A investigação continua, no intuito de colher outros elementos, porém, a dinâmica e a autoria desses crimes de latrocínio e de ocultação de cadáver, já foram esclarecidos.

O possível envolvimento em outros crimes também será verificado pela Polícia Civil de Santa Catarina.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Forças de segurança do Paraná concluem identificação das vítimas da explosão em Quatro Barras


 A Secretaria da Segurança Pública do Paraná informa que as nove vítimas da explosão ocorrida no dia 12 de agosto na fábrica Enaex Brasil, localizada em Quatro Barras, foram oficialmente identificadas. A confirmação das identidades foi possível graças ao trabalho conjunto e intensivo das equipes da Polícia Científica do Paraná (PCP), responsáveis pela identificação genética de vestígios, e da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que atuou por meio da papiloscopia na análise de impressões digitais.

vídeo : Secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira

“Desde o primeiro momento, todos os esforços foram concentrados para garantir uma identificação precisa e respeitosa das vítimas, utilizando o que há de mais avançado em tecnologia e perícia”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira. “Nosso compromisso é com a verdade, transparência e, acima de tudo, com o acolhimento das famílias. Seguimos empenhados para esclarecer todos os detalhes dessa tragédia.” 

O trabalho foi organizado para garantir uma busca criteriosa, resultando na coleta de aproximadamente mil vestígios, analisados detalhadamente pelos laboratórios da Polícia Científica e pela Polícia Civil. A identificação das vítimas seguiu rigorosamente o protocolo internacional de Disaster Victim Identification (DVI), reconhecido por sua metodologia científica em situações de múltiplas vítimas. 

A operação envolveu aproximadamente 80 profissionais da Polícia Científica, atuando de forma coordenada em diversas etapas simultâneas: enquanto equipes de antropologia trabalhavam no local da explosão, outros profissionais realizavam a separação das amostras biológicas, e os laboratórios de genética concentraram-se exclusivamente neste caso.  Para agilizar a identificação, os perfis genéticos dos familiares foram inseridos no sistema. 

“Diante da complexidade do cenário, os trabalhos exigiram coleta minuciosa de vestígios e a integração de diferentes equipes forenses, garantindo rigor técnico e celeridade no processo”, destaca Leonel Letnar, chefe da Divisão Operacional da Polícia Científica do Paraná. “Essa integração permitiu que as identificações fossem concluídas em cerca de 10 dias, um tempo rápido diante da complexidade da ocorrência”.

Em acidentes de grande proporção, a Polícia Civil (PCPR) também aciona imediatamente uma equipe especializada para atuar na coleta necropapiloscópica, procedimento essencial em desastres em massa. Papiloscopistas realizam o levantamento dos registros de impressões digitais das vítimas, agilizando o processo. Sempre que fragmentos compatíveis são encontrados, são rapidamente encaminhados à unidade para análise minuciosa.

“O processo exige técnicas específicas, já que a coleta de impressões digitais em situações como essa requer um tratamento especial. Com isso, as imagens são comparadas dedo a dedo com os registros disponíveis nos prontuários. Graças à atuação integrada e precisa, foi possível identificar, em pouco tempo, seis fragmentos encaminhados do local do acidente”, explica a papiloscopista chefe do Setor de Perícia Necropapiloscópica, Ana Libera Weber.

A atuação foi de identificação foi realizada por profissionais da Polícia Científica e da Polícia Civil do Paraná, sem a necessidade de apoio de equipes de outros estados. Apesar da complexidade do caso, a capacidade técnica e a estrutura próprias das instituições permitiram conduzir todo o processo com segurança e eficiência.

INVESTIGAÇÃO – Desde o início da ocorrência, profissionais da Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram mobilizados, atuando na coleta e análise dos vestígios, no isolamento da área e no apoio direto às famílias das vítimas. A apuração sobre as causas da explosão segue em andamento e está sendo conduzida pela Delegacia de Quatro Barras. 

O inquérito segue em andamento para garantir que todos os detalhes do caso sejam apurados com a máxima transparência e responsabilidade. Paralelamente, equipes especializadas continuam prestando suporte psicológico e assistência às famílias das vítimas, que também foram recebidas em reunião para atualização das informações e orientações sobre os próximos passos. 

Com a conclusão da identificação das vítimas, os esforços passam agora a se concentrar no esclarecimento das causas da explosão.

segunda-feira, 14 de abril de 2025

PCPR prende homem por desmatar área de proteção ambiental em Curitiba

 


A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu um homem suspeito de ser o responsável por desmatar uma área de proteção ambiental, aterrando uma nascente e devastando uma área de mata atlântica, pertencente ao Município de Curitiba. A ação aconteceu nesta quinta-feira (10), na mesma região.

A investigação apontou que o suspeito atuava de forma recorrente em áreas de proteção ambiental, promovendo desmatamento com o objetivo de comercializar terrenos públicos de forma irregular. 

Conforme o delegado da PCPR Guilherme Dias, esta não é a única área afetada pela ação do investigado.

“As máquinas utilizadas na prática do crime ambiental foram apreendidas e os demais objetos empregados na devastação foram destruídos com o objetivo de impedir novas ações semelhantes”, explica.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Do papel para tablets em 8K: novos equipamentos da policia Civil revelam todas as digitais de crimes

 

Depois de um grande treinamento com papiloscopistas de todas as regiões do Estado em Curitiba, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) já está usando equipamentos de última geração para a detecção de impressões digitais em cenas de crime, facilitando o processo de esclarecimento dos casos. Adquiridos pelo Governo do Estado por R$ 11,4 milhões, eles garantem aos policiais civis do Paraná o que há de mais moderno no mundo neste segmento, colocando-os na vanguarda desse tipo de perícia em nível nacional.

Os aparelhos foram desenvolvidos por uma empresa da Turquia e contam com precisão 8K. Depois do processo de compra pela Secretaria da Segurança Pública, eles foram repassados à Polícia Civil em dezembro pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, durante a abertura do Verão Maior Paraná, em Pontal do Paraná.


No total, são 27 novos aparelhos, de três modelos diferentes, distribuídos para todas as regiões do Estado. Eles são capazes de gerar imagens em altíssima resolução, preservando detalhes e mantendo a integridade das provas que são coletadas em cenas de crimes. Os três equipamentos estão sendo usados em ocorrências cujo contato dos suspeitos com objetos ou superfícies podem auxiliar nas investigações.


Entre os novos equipamentos estão 13 tablets 8K com sistema multiespectral para captura de impressões digitais em cenas de crimes. O seu uso também permite aos policiais civis a visualização de vestígios que seriam invisíveis a olho nu. Também foram adquiridos cinco aparelhos Contactless Lite para geração de imagens de impressões digitais sem a necessidade de contato físico direto. Eles também são muito úteis para a identificação de impressões digitais em superfícies reflexivas.

Os nove aparelhos restantes são chamados de CSI Pro. Trata-se de uma espécie de smartphone robusto, acoplado a uma câmera que permite a análise de impressões digitais. A câmera de alta resolução e com maior contraste gera imagens de alta qualidade, que podem ser rapidamente encaminhadas via internet pelo próprio equipamento.


O papiloscopista Danilo Lemos Pereira explica que os equipamentos representam um avanço em relação ao modelo padrão utilizado até então, que requisitavam uso de diferentes tipos de pós químicos, de acordo com cada superfície para revelação das impressões digitais.

“Eles permitem a revelação das impressões digitais mais rapidamente, de forma conectada ao nosso sistema, com rápida inserção delas no banco de dados e comparação com outras amostras”, explicou Pereira. “Por não necessitar mais do uso do pó químico, que entrava em contato direto com as superfícies, as impressões digitais também ficam mais bem preservadas ao longo de todo o processo de investigação. Esses novos equipamentos fazem a leitura da cena do crime e rapidamente conseguimos cruzar as informações com os bancos de dados”.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, esse recurso estratégico permitirá o aumento dos índices de resolução de crimes no Estado. “Essas tecnologias representam um salto significativo na eficiência das nossas perícias, garantindo que os crimes sejam solucionados com maior rapidez e precisão. O Governo do Paraná reafirma, assim, seu compromisso com a modernização das forças de segurança, com a entrega de um serviço de excelência à população e com respostas de processos criminais”, afirmou.

Para o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, os novos equipamentos reforçam o compromisso da instituição com a excelência investigativa. De maneira geral o índice de resolução de crimes no Paraná já é referência nacional, acima de 70%, enquanto a média nacional é de apenas 30%.

“Com essas tecnologias de ponta, estamos elevando o padrão das nossas investigações e garantindo uma resposta ainda mais rápida e eficiente à sociedade paranaense. Esse é mais um passo importante na modernização da nossa Polícia Civil e no fortalecimento da segurança pública do Estado”, afirmou. "Esperamos também servir de exemplo para o País, contribuindo para colocar um ponto final na impunidade".

TREINAMENTO – Os treinamentos começaram em janeiro e ao longo de três dias papiloscopistas da PCPR de todas as regiões do Estado estiveram na Capital para acompanhar a capacitação conduzida por técnicos da empresa contratada pelo fornecimento dos três aparelhos. Desde então, os policiais civis estão aptos a manuseá-los e a instruir outros profissionais da corporação sobre os novos procedimentos padrão a serem adotados no curso das investigações.

Em fevereiro, outra turma será formada, garantindo que todas as subdivisões da Polícia Civil contem com papiloscopistas devidamente capacitados para atuar com o novo sistema.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Pelotão de Choque da PMPR salva homem após acidente em córrego em Ponta Grossa

 


Policiais do Pelotão de Choque da Polícia Militar salvaram a vida de um homem de 58 anos na madrugada deste domingo (8) no bairro Boa Vista, em Ponta Grossa. A ação ocorreu após ele perder o controle do carro que conduzia, cair em um córrego e ficar preso no veículo. 

Segundo a polícia, a passageira conseguiu sair do carro e avisar a população, alertando que o condutor estava dentro do carro que havia caído no córrego. Em contato com moradores da região, a Polícia Militar foi acionada e logo chegou ao local.

“Ela afirmou que ele estava preso no veículo e corria risco de afogamento. Nós estávamos nas proximidades, três ou quatro quadras do local e, quando chegamos, o carro estava tombado e praticamente submerso na correnteza“, afirmou o sargento Ailton Correia de Lima, comandante da equipe que atendeu a ocorrência. 

Ao chegar no local, o sargento e o cabo Daniel Woiciechowski Régis rapidamente entraram no córrego para verificar o estado de saúde da vítima. Ele estava com as pernas presas entre os bancos e tinha um ferimento na cabeça.

"Foi verificado se possuía algum ferimento mais grave ou fratura que impossibilitasse a retirada dele e, como não tinha, analisamos que era melhor retirar ele do carro naquele momento. Se ele fosse deixado no veículo correria mais risco de vida”, explicou o sargento.

Após a rápida avaliação, os soldados Edson Budny Rodrigues e Rodrigo Barbosa de Carmargo também entraram no córrego para ajudar a retirar o homem. A equipe policial iniciou os atendimentos pré-hospitalar, mantendo o homem aquecido até a chegada do Samu. 

Após o resgate, ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santana. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para retirar o carro da água. 

PMPR esclarece mega furto em Curitiba e prende cinco pessoas

 A Polícia Militar do Paraná (PMPR) resolveu de forma rápida um mega furto a um apartamento de alto padrão que aconteceu neste domingo (8) no bairro Água Verde, em Curitiba. Os assaltantes entraram no imóvel e levaram uma grande quantidade de jóias de alto valor. A ocorrência aconteceu às 14h05, e menos de 2h30 depois, às 16h30, as equipes do 2°Pelotão da Rone (Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais) conseguiram localizar os suspeitos e detiveram cinco pessoas.

Em entrevista ao ronda policial sargento Rodrigo De Oliveira, da RONE



Assim que recebeu a informações sobre o veículo usado no furto, a Rone intensificou o policiamento na via e abordou um homem, que tentou fugir para uma casa, no bairro Uberaba. As equipes então entraram na residência e abordaram mais três homens e uma mulher. 

No local, também foram encontrados os itens furtados, incluindo joias e dinheiro em moedas de diferentes países. Os suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Civil. O veículo utilizado na ação foi abandonado na região central de Curitiba e também foi recuperado pelos policiais. 

Foram apreendidos na ocorrência um veículo, R$ 2.730,00 em espécie, US$ 1.306, 530 euros, 2.100 pesos argentinos, 14 yuan chineses, 50 rupias indianas, 350 shekels israelenses, 5.000 pesos chilenos, 100 pesos mexicanos, 20 dólares mexicanos, diversas jóias e relógios de luxo. Os produtos recuperados são avaliados em mais de R$ 1 milhão. 

A mulher e um dos homens detidos são de Curitiba, e os outros três suspeitos de São Paulo. De acordo com a PMPR, parte da quadrilha é ligada a um grupo criminoso com atuação em todo o País.








quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Tecnologia contra o crime: drone térmico da PMPR encontra fugitivos no meio da mata

 


No Paraná, está cada vez mais difícil se esconder da polícia quando se comete um crime. As forças de segurança do Estado estão equipadas com drones com câmeras térmicas e aeronaves com alta tecnologia embarcada, que conseguem identificar os fugitivos mesmo à noite ou em meio à mata fechada. Um exemplo foi uma ação que se estendeu entre o domingo (20) e a segunda-feira (21) no Norte do Estado, em que o equipamento foi fundamental para localizar os suspeitos de um roubo seguido de sequestro.

A ação da Polícia Militar do Paraná (PMPR) começou ainda no domingo, quando uma equipe do 18° Batalhão da Polícia Militar iniciou o patrulhamento após receber informações sobre o roubo de um caminhão e sequestro do motorista na cidade de Bandeirantes, no Norte Pioneiro. Os quatro suspeitos estavam armados e receberam a equipe com disparos. Eles tinham sido localizados entre Assaí e São Sebastião da Amoreira, já na Região Norte.

Os suspeitos fugiram pela mata, quando os drones, foram acionados em apoio. Na segunda tentativa, os quatro suspeitos não foram localizados. A situação se intensificou com bloqueios integrados das equipes do 2° BPM, 18° BPM, 26° BPM e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). Uma caminhonete Hilux branca foi abandonada, mas os ocupantes conseguiram escapar. O cerco foi reforçado com a chegada da Companhia de Comandos e Operações Especiais (COE), de Curitiba, que se juntou aos esforços para capturar os fugitivos.



Drones térmicos identificaram fontes de calor na mata. Após várias tentativas de rendição, os suspeitos morreram em confronto com a polícia. Com eles, foram apreendidas uma submetralhadora, uma espingarda calibre 12, revólveres e 1.500 caixas de cigarro contrabandeadas. Também foram recuperados dois caminhões e um veículo.

O motorista do caminhão, que havia sido sequestrado, foi localizado com vida pela equipe policial, que prestou o primeiro atendimento na ocorrência. O motorista estava com ferimentos leves após ser agredido pelos criminosos.

MONITORAMENTO AÉREO - Por meio do Projeto Falcão, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Ses), o Governo do Estado adquiriu oito sistemas de aeronaves remotamente pilotadas (RPAS/drones). Seis deles foram disponibilizados a cada um dos Comandos Regionais da Polícia Militar do Paraná (CRPM), outro é operado pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e o oitavo pelo Comando de Missões Especiais da Polícia Militar (CME). Além disso, outros quatros helicopteros reforçam os trabalhos .


“A tecnologia se tornou indispensável para otimizar o trabalho da PM. Os drone e aeronaves, por exemplo, trazem uma visão privilegiada, do alto, das buscas e acompanhamentos de fugitivos”, explica o comandante do CME, o coronel Anderson Puglia. “Nos locais onde não têm visão muito boa, essa tecnologia consegue detectar calor da pessoa escondida, fazendo o direcionamento às equipes que estão em terra”, explica.

O coronel Puglia destaca que os equipamentos têm tido bastante eficiência principalmente nas regiões de fronteira, onde as aeronaves são mais demandadas. “Muitos suspeitos utilizam as estradas rurais para fugir da fiscalização da polícia, e os equipamentos conseguem identificar essas movimentações”, ressalta. “Mas eles não são utilizados apenas no combate ao crime, mas também missões humanitárias, como a localização de pessoas que estão perdidas na mata, em apoio às equipes de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros”.

PROJETO FALCÃO – Entre as tecnologias embarcadas dos helicópteros do Projeto Falcão estão óculos de visão noturna (OVN), o sistema MX-10, que fornece imagens térmicas detalhadas e de alta resolução, para ajudar nas operações de vigilância, busca e salvamento, reconhecimento de alvos, controle de fronteiras, rádio patrulhamento policial e outras aplicações.

Também contam com câmera infravermelha com resolução HD, zoom óptico contínuo com campo de visão mínimo que permite identificar alvos a 4,5 quilômetros, tendo um alcance máximo de até 15 quilômetros, dependendo das condições atmosféricas e do tamanho do objeto. Além disso, os helicópteros também têm farol de busca de alta performance, que potencializa a segurança das equipes de solo em terrenos com baixa luminosidade e na localização de suspeitos em áreas de matas, rios e terrenos diversos.



Já os drones têm capacidade de voo noturno com câmera termal de alta definição, zoom óptico de 30 vezes e zoom digital de 200 vezes. Eles possuem alto-falante e farol de buscas para otimizar sua aplicação nas demandas policiais, além de gerador de energia para aumentar a autonomia de voo. Isso permite o carregamento simultâneo das baterias em áreas de operação onde não há disponibilidade de energia elétrica.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

PF e PCPR deflagram operação contra grupo que sequestrou e agrediu vítimas


A Polícia Federal (PF)  e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) estão nas ruas na manhã desta segunda-feira (21) para cumprir quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra um grupo criminoso envolvido em um sequestro.


A operação ocorre simultaneamente em Curitiba e nos municípios de São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A ação conta com o apoio aéreo de helicópteros e o uso de cães policiais da PCPR.


A investigação apura o crime de extorsão mediante sequestro ocorrido no dia 13 de setembro, no qual as vítimas foram violentamente agredidas pelos sequestradores.


“O grupo criminoso foi identificado após minuciosa investigação. No dia do crime, abordaram o carro da vítima simulando serem policiais, utilizando coletes e balaclavas, e estavam armados com fuzis e pistolas”, explicou o delegado Thiago Teixeira, da PCPR.


Os criminosos levaram a vítima para sua residência, onde atraíram um funcionário. Ambos foram mantidos reféns e agredidos enquanto os sequestradores buscavam dinheiro oculto na casa.


sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Homens privados de liberdade fazem 3 mil brinquedos que foram doados para crianças

 


Homens privados de liberdade que cumprem pena na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu III – Unidade de Progressão (PEF III-UP) confeccionaram mais de 3 mil brinquedos, que foram entregues para crianças atendidas por instituições educacionais, assistenciais e de saúde do município. A ação é do projeto “Amigurumi Solidário”, da Polícia Penal do Paraná (PPPR), que comemora o Mês da Criança e se integra à estratégia da corporação de ressocialização por meio do trabalho.



Os brinquedos são peças artesanais feitas com uma técnica japonesa que envolve o uso do crochê e do tricô a fim de criar figuras tridimensionais variadas. Para cada uma das instituições, o projeto idealizou personagens diferentes e mais adequados ao público atendido, a faixa etária e a representatividade. Foram atendidas 19 instituições, entre centros de educação infantil, escolas primárias, projetos educacionais, Organizações Não Governamentais e instituições de internação hospitalar.



ENCANTADOR -  Para as crianças que estão em tratamento médico e que necessitam de internação, a Polícia Penal do Paraná realizou entregas especiais nos locais. Foram 40 brinquedos para a UTI neonatal do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, 20 para o Hemonúcleo de Foz do Iguaçu e 40 para o Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Todas as entregas obedeceram os protocolos de saúde das respectivas unidades, e foram motivo de celebração pelas equipes médicas e de enfermagem, pais e mães que acompanham seus filhos em tratamentos, e claro, as crianças que são o público-alvo do projeto.

O diretor-superintendente do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, Gilmar Oliveira, enalteceu a iniciativa da PPPR. “O projeto é simplesmente encantador. Cada bichinho reflete delicadeza e o amor, assim como o carinho destinado às crianças que os receberam. É um ato de responsabilidade social, de afeto, que emociona. Somos profundamente gratos por tamanha sensibilidade”, destaca.

“A cada entrega de amigurumis sentimos nossas energias renovadas, o gesto de presentear uma criança causa um efeito muito positivo para quem faz o brinquedo, para quem coordena a produção e para quem recebe. É muito gratificante”, afirma o idealizador do projeto, o policial penal José Roberto de Morais.



PARCEIROS - O projeto “Amigurumi Solidário” da Polícia Penal do Paraná, funciona com apoio de diversos parceiros da sociedade civil, que auxiliam no fornecimento dos insumos necessários para a confecção. O Rotary Club Internacional Cataratas do Iguaçu, a Comunidade Libanesa de Foz do Iguaçu e o Conselho da Comunidade da Comarca de Foz do Iguaçu são parceiros do projeto. Algumas instituições beneficiárias da entrega, também contribuíram com o fornecimento de materiais para atender aos seus assistidos.

“O projeto é fruto de uma iniciativa muito bonita, que foi abraçada pela comunidade do nosso município e pelos órgãos de execução penal da comarca, de forma a construirmos, por meio de programas ressocializadores, uma alternativa relevante para as nossas crianças”, diz o diretor da Regional Administrativa da PPPR em Foz do Iguaçu, Cássio Rodrigo Pompeo. “É um projeto em que todos ganham alguma coisa: a sociedade, a pessoa privada de liberdade e o público atendido”, afirma.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

PMPR desmantela ponto de distribuição de drogas em Curitiba


 Uma operação conjunta das equipes do Batalhão de Policiamento de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) e do setor de inteligência do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM) resultou na desarticulação de um importante ponto de armazenamento e distribuição de drogas no bairro Mercês, em Curitiba. A ação policial foi na noite de segunda-feira (9).

Entrevista com o tenente De Sá do BPRONE


Os policiais receberam informações precisas do setor de inteligência que apontaram para um local suspeito de operar como depósito e centro de distribuição de entorpecentes. Durante a operação, os agentes observaram um homem que saiu de uma residência carregando uma caixa grande e entregou o que parecia ser maconha a um motorista. Ao perceber a presença policial, o suspeito tentou escapar, mas foi rapidamente detido no local.

Ao ser abordado, o homem de 26 anos confessou que armazenava uma grande quantidade de drogas no local. A abordagem levou à apreensão de 339 tabletes de maconha, totalizando 252,5 kg, além de 9 gramas de cocaína. Também foram encontrados materiais utilizados para o preparo de drogas, R$ 3.086 em dinheiro e um celular.


O suspeito foi preso em flagrante e conduzido à central de flagrantes de Curitiba, onde responderá pelos crimes relacionados ao tráfico de drogas. A operação é um reflexo do esforço contínuo das autoridades na luta contra o tráfico e a criminalidade na região.

 

domingo, 1 de setembro de 2024

Simulado da Policia Militar de combate ao "novo cangaço" movimenta madrugada em Ponta Grossa


 

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) realizou um exercício operacional visando aprimorar técnicas e táticas de combate à crimes violentos contra o patrimônio, também conhecidos como “novo cangaço”, em Ponta Grossa, na madrugada desta sexta-feira (30). A ação, coordenada pelo Comando de Missões Especiais (CME) da corporação, mobilizou um grande efetivo de policiais militares. A simulação envolveu um suposto ataque ao batalhão, com vias bloqueadas por pneus queimados, e a área de uma transportadora.

Na ação desta madrugada, a Polícia Militar do Paraná integrou efetivos do Comando de Missões Especiais (CME) e do 4º Comando Regional de Polícia Militar (CRPM). Além disso, demais órgãos, como o Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil (PCPR), Corpo de 

Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e Guarda Civil Municipal de Ponta Grossa também integraram a ação, visando aprimorar a qualidade técnica de cada órgão e a colaboração mútua em cenários de crise.

"A Polícia Militar do Paraná está preparada para atuar contra o crime, mesmo no domínio de cidades. Nossas tropas estão em constantes treinamentos e preparadas. A ideia é de fazer um planejamento para saber como atuar nessas situações", disse o comandante-geral da PM, coronel Jefferson Silva, que participou do treinamento. Segundo ele, o modo de ação dessas quadrilhas busca justamente atrapalhar a atuação da polícia, enquanto os simulados preparam a corporação para evitar esse efeito-surpresa.

O termo "novo cangaço" é utilizado para descrever uma modalidade de crime que tem como características principais o uso de violência e estratégias para ataques à instituições financeiras, como bancos e carros-fortes. Esse tipo de crime se assemelha ao "cangaço" histórico do início do século XX.

Além de Ponta Grossa, as cidades deWenceslaus Braz no Norte Pioneiro, e Cascavel no Oeste, também contaram com exercícios simulados neste ano. Elas pertencem, respectivamente, ao 2º CRPM e ao 5º CRPM. Na semana que vem, o curso inicia em Maringá, no Noroeste, na área de abrangência do 3º CRPM. As formações serão realizadas ainda em Curitiba e São José dos Pinhais até o final do ano, atingindo todos os comandos regionais paranaenses.

A formação é realizada durante uma semana e, 10 dias depois, uma unidade policial é escolhida para a realização do simulado. Neste período, a unidade precisa elaborar o plano de defesa envolvendo os policiais que atuam ali, contatando outras forças de segurança e também avisando a comunidade sobre o que vai acontecer. O local do simulado não é avisado à corporação, para que os policiais possam atuar como se fosse uma situação real.

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Conheça o GOST a equipe dos Bombeiros especializada em grandes desastres

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) atende a mais de 100 mil ocorrências por ano. A maior parte é respondida prontamente pelos efetivos das unidades operacionais de cada cidade ou região em questão – são os acidentes de trânsito, os combates a incêndios e as emergências médicas, por exemplo. A outra parcela desses acionamentos, por se tratar de situações muito particulares, demanda uma equipe especializada em atividades que fogem ao dia a dia da Corporação. É aí que entra em cena o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST).



“Nossa missão principal é busca e salvamento. É o que mais fazemos, há mais tempo, e estamos mais especializados - com e sem o apoio dos cães. Depois, a parte de mergulho, que é a busca aquática, na qual também temos muita expertise”, explicou o comandante do GOST, major Ícaro Gabriel Greinert, sobre a unidade criada em 2006 e que tem atualmente 6 oficiais e 44 praças em suas fileiras.

“De uns anos para cá, pela nossa vocação, temos feito atendimento a desastres. Estivemos em Brumadinho (MG), no Rio de Janeiro. Assim, hoje temos entre nossas especialidades a busca e resgate em estruturas colapsadas – que é o desabamento –, além de enchentes e deslizamentos”, acrescentou o major. “A parte técnica no atendimento a suicídios também recai sobre a nossa unidade”, completou.

É dentro desse escopo, que envolve atividades em montanhas, meios aquáticos, deslizamentos de terra, desabamento de edificações e matas fechadas, que o GOST atua como primeira resposta em ações na Grande Curitiba e como apoio, sempre que necessário, às unidades no interior do Paraná. Na sua sede, no bairro Cajuru, em Curitiba, fica ainda o canil central do Corpo de Bombeiros, atualmente com 12 dos 24 cães de busca em atividade no Estado.

Além desse trabalho diário, o GOST tem a responsabilidade de coordenar as ações da Força-Tarefa de Resposta a Desastres, quando ela precisa ser mobilizada. Composta por 120 bombeiros de todo o estado, a Força-Tarefa age em casos de calamidade dentro e fora do Paraná, como ocorreu recentemente com as enchentes no Rio Grande do Sul e os incêndios no Pantanal, no Mato Grosso do Sul.



DENTRO DO GOST – O trabalho no GOST tem uma rotina diferente das demais unidades operacionais. Por tratar de missões menos comuns, a frequência dos acionamentos é menor. Em contrapartida, o tempo de duração de cada atendimento é sempre uma incógnita, podendo levar muitas horas ou até dias, no caso de busca por desaparecidos. Além disso, várias ocorrências demandam viagens, muitas das quais em horários fora do expediente normal.

“Para vir para cá, o voluntário precisa ter cursos em áreas afins, como montanha, mergulho, estruturas colapsadas, entre outros. Ser preparado. E ter também perfil. Nem todo mundo tem disponibilidade pessoal ou familiar para se deslocar de emergência, em qualquer horário, e ficar dias fora de casa”, contou o major Gabriel.



Para chegar sempre preparado para missões tão delicadas, a capacitação é palavra chave dentro do Grupo de Operações de Socorro Tático. “O treinamento é diário e há um treinamento mensal que é maior, de nivelamento de conhecimentos, que dura uma semana. A gente também ministra e participa de diversos cursos no Brasil inteiro”, destacou o comandante do GOST.

A unidade dispõe de 12 viaturas, sendo quatro veículos maiores, para transporte de materiais e dos cães, além de embarcações para uso em ambientes aquáticos. Há ainda uma viatura que serve de posto de comunicação, possibilitando recebimento e transmissão de dados via satélite em locais remotos.



Os tipos de ocorrência que mais colocam o GOST em ação são sazonais, ou seja, variam conforme o período do ano. “No frio, estamos na temporada de montanha. Está mais fresco, o pessoal vai fazer trilha, vai para o mato, e temos uma incidência maior de pessoas que se machucam, caem. Em geral, não são situações graves, mas demandam algumas horas para a gente finalizar”, explicou o major Gabriel. “E temos as pessoas que se perdem, aí demora mais, cada operação leva dois a três dias. Essa fase começa no final de abril e vai até outubro”, complementou.

Quando a temperatura começa a subir, em novembro, os holofotes da unidade voltam-se aos lagos, rios, cavas e mar. “Passamos a ter os afogamentos, a busca por corpos submersos. Nesse período, todo fim de semana atendemos esse tipo de situação, infelizmente.” Os atendimentos a suicidas ocorrem o ano todo.



DESDE O INÍCIO – Quem conhece bem de perto o trabalho do GOST é o sargento Ângelo de Souza. Desde 1997 em atividade na Corporação, ele se juntou à unidade logo na sua criação, em 2006, por conta de sua atuação na área aquática do 6º Grupamento de Bombeiros (6ºGB), de São José dos Pinhais. A mudança surgiu de maneira inesperada, mas se tornou um presente para a carreira, recheada de participações em momentos importantes da Instituição.

“Naquele momento, acabei não escolhendo; fui inserido em um processo. Mas eu sempre gostei de busca e salvamento e aqui, para ficar tanto tempo, é preciso gostar muito da atividade”, comentou o sargento de 48 anos, cuja primeira grande missão no GOST ocorreu em 2009, no Piauí. Depois dessa, foram tantas que ele não consegue escolher uma como mais marcante.

“Tenho participado de quase todas as missões fora do Paraná. Estive nos desastres do Rio Grande do Sul, Minas Gerais. Todas têm sua parte marcante, faz parte da nossa atividade se envolver com os problemas dos outros. Impossível destacar um momento específico”, acrescentou o bombeiro, que elenca dois grandes desafios que encara ao fazer parte do GOST hoje.

“Com a idade, a parte física vai pegando mais. Um jovem se prepara muito mais rápido. Minha vantagem está na cabeça, que está bem mais forte do que antes”, disse. “E o grande fator que pesa também é essa disponibilidade. A gente não sabe nunca quando voltará de uma missão e nem pode ficar com isso em mente. O que nos preocupa é como fica nosso familiar, sabendo que a nossa volta vai depender de como a ação se desenvolver no local da ocorrência”.

Esses 18 anos de dedicação ao GOST, raridade em uma unidade que costuma trocar com alguma frequência seus integrantes, pelo desgaste mental e físico que ela acarreta, o sargento Ângelo resumiu em poucas palavras: “eu abracei a causa”.

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Policial paranaense descobre compatibilidade e faz doação de medula óssea a desconhecido

Salvar vidas faz parte da rotina da policial militar Josiele Veríssimo, do 8º Batalhão da Polícia Militar do Paraná, em Paranavaí, no Noroeste do Estado, mas em julho deste ano, após uma série de exames, ela ajudou o próximo de uma maneira diferente da que está acostumada: com a doação de medula óssea a um desconhecido.

O processo todo começou em 2018, quando ela participou de uma campanha do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) para doar sangue e aceitou compartilhar as informações dela com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

“O Hemonúcleo sempre pede para o batalhão ajudar nas campanhas de doação de sangue e, em uma dessas vezes, me perguntaram se eu queria me cadastrar no banco de doadores de medula e eu aceitei. Nem sabia direito o que era”, lembra Josiele.

Cinco anos depois, em novembro de 2023, a soldado recebeu uma ligação do Redome perguntando sobre o estado atual dela de saúde, informando que ela tinha compatibilidade potencial com um paciente que estava precisando de transplante. “Me perguntaram se eu teria disponibilidade, eu disse que sim”, disse.

O transplante é feito sem que o doador saiba quem é o paciente que vai receber a doação. O procedimento também pode ser agendado em diferentes estados do Brasil, por questões logísticas e pela disponibilidade do sistema de saúde. Os gastos todos são custeados, sem ônus, para o doador e para uma pessoa que o acompanha ao longo do processo de doação.

No caso de Josiele, o processo acabou sendo mais demorado que de costume. Primeiro, o procedimento dela, que estava agendado para acontecer em fevereiro deste ano no Rio Grande do Sul, foi adiado algumas vezes por conta das chuvas que atingiram o estado. Neste meio tempo, a policial militar também teve problemas pessoais, com a morte do pai.

Os incidentes, no entanto, reforçaram a força de vontade da policial militar em ajudar o próximo. “Meu pai faleceu no final de maio, e em junho me ligaram que tinham conseguido agendar para fazer a doação em Minas Gerais. Apesar de ser um momento difícil, parece que tudo se encaixou para dar certo”, disse.

O transplante acabou acontecendo em 22 de julho, em Juiz de Fora. A policial militar ficou uma semana internada para se preparar para a doação. Ao longo destes dias, ela fez uma preparação para produzir células-tronco para o procedimento.


“Eles fazem uma contagem diária de células. É preciso ter, no mínimo, 20 milhões de células-tronco no organismo para fazer o transplante. No quarto dia eu cheguei a 270 milhões de células e pude fazer o procedimento”, disse a policial.

Segundo ela, o procedimento de transplante, que durou cerca de quatro horas, foi indolor. “Me falaram que eu poderia sentir um pouco de náusea, mas eu não senti nada. Foi muito tranquilo. Fiquei um tempo em observação e logo recebi alta”, afirmou.


Depois de dois anos do transplante, ela poderá ter informações sobre quem recebeu a doação. “Por enquanto, o que eu sei é que tiraram células suficientes para um segundo procedimento, caso o paciente precise de uma segunda doação”, explicou.

“Eu fiquei muito emocionada. É muito importante. Nós somos milhões de pessoas saudáveis que podem ajudar o próximo. O mais importante de tudo isso é que as pessoas se cadastrem no registro de doadores”, afirmou a policial.

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – De acordo com o Redome, o Brasil tem 5,5 milhões de doadores cadastrados e cerca de 2 mil pessoas precisando transplante. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Paraná é o 3º estado que mais realiza transplantes de medula, com 36,3 procedimentos por milhão de habitantes ao longo de 2023.

Para se registrar, basta procurar um Hemocentro com um documento oficial de identificação e aceitar participar do registro de doadores.