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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

POLÍCIA CIVIL DIVULGA INVESTIGAÇÕES SOBRE CASAL DESAPARECIDO EM BIGUAÇU


A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/ DEIC) divulgou, nesta segunda-feira (9/12), detalhes da investigação sobre o desaparecimento de um casal, em Biguaçu, que ocorreu do dia 11 de novembro. Dentre os seis presos, há duas  mulheres, sendo que uma está sob monitoramento eletrônico. Um sétimo envolvido que está com a prisão decretada está foragido. As investigações prosseguem até o completo esclarecimento do caso.


De acordo com o delegado Anselmo Cruz, titular da DRAS, a Polícia Civil tem convicção que o casal foi executado, no entanto os corpos ainda não foram localizados.  


O que a investigação revelou até o momento é que o casal teria ido até um galpão de sua propriedade, em Biguaçu - onde funcionava um bar, gerenciado por terceiros. O local havia sido desativado em função de inúmeras denúncias de perturbação do sossego. O casal teria ido até o local para buscar as chaves do espaço e de e acordo com a investigação, o casal ficou em cárcere privado ao longo do dia e só foi retirado do local à noite.


As investigações envolvem os crimes de homicídio, roubo, sequestro e estelionato. 


As equipes da DRAS/DEIC já realizaram inúmeras buscas nas áreas de mata da Grande Florianópolis - principalmente nas regiões de Potecas, Comunidade do Pedregal, Real Parque e na região do Contorno Viário - e solicita a população que por ventura tenha visto algum movimento estranho em sua região que entre em contato com o telefone 181 - a denúncia é feita de forma anônima. A informação também pode ser repassada por meio do whatsapp da PCSC (48) 988440011.

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Investigado na Operação Hinterland é extraditado para o Brasil


O paraguaio é um dos principais líderes da organização criminosa que teria enviado 17 toneladas de cocaína para a Europa


Porto Alegre/RS. A Polícia Federal executou no domingo (25/08) a extradição de um criminoso paraguaio investigado e preso preventivamente na Operação Hinterland, deflagrada em 2023 para desarticular grupo responsável pelo envio de aproximadamente 17 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa por meio de portos brasileiros.



O preso desembarcou no Aeroporto de Caxias do Sul, foi encaminhado ao sistema prisional do Rio Grande do Sul e deverá ser transferido a sistema penitenciário nacional. O extraditado tem mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal. 


A Polícia Federal ainda aguarda a extradição de outro estrangeiro investigado na Operação Hinterland, de origem albanesa e preso em Dubai, responsável pela distribuição da cocaína no continente europeu.



A Operação Hinterland foi deflagrada em março de 2023 com o cumprimento de 534 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva executados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Rondônia, bem como na cidade de Assunção, no Paraguai e em Dubai. Também foram sequestrados 87 bens imóveis, 173 veículos, uma aeronave, bloqueios de contas bancárias vinculadas a 147 CPFs e CNPJs, 66 bloqueios de movimentação imobiliária de 66 pessoas físicas e jurídicas, totalizando a execução de 534 ordens judiciais. 



Com as medidas adotadas, a descapitalização da organização foi estimada em 3,85 bilhões de reais. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Policial paranaense descobre compatibilidade e faz doação de medula óssea a desconhecido

Salvar vidas faz parte da rotina da policial militar Josiele Veríssimo, do 8º Batalhão da Polícia Militar do Paraná, em Paranavaí, no Noroeste do Estado, mas em julho deste ano, após uma série de exames, ela ajudou o próximo de uma maneira diferente da que está acostumada: com a doação de medula óssea a um desconhecido.

O processo todo começou em 2018, quando ela participou de uma campanha do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) para doar sangue e aceitou compartilhar as informações dela com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

“O Hemonúcleo sempre pede para o batalhão ajudar nas campanhas de doação de sangue e, em uma dessas vezes, me perguntaram se eu queria me cadastrar no banco de doadores de medula e eu aceitei. Nem sabia direito o que era”, lembra Josiele.

Cinco anos depois, em novembro de 2023, a soldado recebeu uma ligação do Redome perguntando sobre o estado atual dela de saúde, informando que ela tinha compatibilidade potencial com um paciente que estava precisando de transplante. “Me perguntaram se eu teria disponibilidade, eu disse que sim”, disse.

O transplante é feito sem que o doador saiba quem é o paciente que vai receber a doação. O procedimento também pode ser agendado em diferentes estados do Brasil, por questões logísticas e pela disponibilidade do sistema de saúde. Os gastos todos são custeados, sem ônus, para o doador e para uma pessoa que o acompanha ao longo do processo de doação.

No caso de Josiele, o processo acabou sendo mais demorado que de costume. Primeiro, o procedimento dela, que estava agendado para acontecer em fevereiro deste ano no Rio Grande do Sul, foi adiado algumas vezes por conta das chuvas que atingiram o estado. Neste meio tempo, a policial militar também teve problemas pessoais, com a morte do pai.

Os incidentes, no entanto, reforçaram a força de vontade da policial militar em ajudar o próximo. “Meu pai faleceu no final de maio, e em junho me ligaram que tinham conseguido agendar para fazer a doação em Minas Gerais. Apesar de ser um momento difícil, parece que tudo se encaixou para dar certo”, disse.

O transplante acabou acontecendo em 22 de julho, em Juiz de Fora. A policial militar ficou uma semana internada para se preparar para a doação. Ao longo destes dias, ela fez uma preparação para produzir células-tronco para o procedimento.


“Eles fazem uma contagem diária de células. É preciso ter, no mínimo, 20 milhões de células-tronco no organismo para fazer o transplante. No quarto dia eu cheguei a 270 milhões de células e pude fazer o procedimento”, disse a policial.

Segundo ela, o procedimento de transplante, que durou cerca de quatro horas, foi indolor. “Me falaram que eu poderia sentir um pouco de náusea, mas eu não senti nada. Foi muito tranquilo. Fiquei um tempo em observação e logo recebi alta”, afirmou.


Depois de dois anos do transplante, ela poderá ter informações sobre quem recebeu a doação. “Por enquanto, o que eu sei é que tiraram células suficientes para um segundo procedimento, caso o paciente precise de uma segunda doação”, explicou.

“Eu fiquei muito emocionada. É muito importante. Nós somos milhões de pessoas saudáveis que podem ajudar o próximo. O mais importante de tudo isso é que as pessoas se cadastrem no registro de doadores”, afirmou a policial.

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – De acordo com o Redome, o Brasil tem 5,5 milhões de doadores cadastrados e cerca de 2 mil pessoas precisando transplante. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Paraná é o 3º estado que mais realiza transplantes de medula, com 36,3 procedimentos por milhão de habitantes ao longo de 2023.

Para se registrar, basta procurar um Hemocentro com um documento oficial de identificação e aceitar participar do registro de doadores. 

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Polícia Federal investiga a prática de crimes eleitorais e desvio de recursos públicos

Operação Coactum III cumpriu mandados expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral


Bagé/RS – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13/08) a Operação Coactum III, que apura os crimes de inserção de declaração falsa em prestação de contas eleitorais, conhecido como “Caixa Dois Eleitoral”, organização criminosa, peculato e lavagem de capitais, além de outros possíveis crimes contra a Administração Pública.



Desde as primeiras horas da manhã, 72 policiais federais executam 34 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como para fins de sequestro de bens, nas cidades de Bagé/RS, Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC. A decisão foi expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).

A ação de hoje é desdobramento da Operação Coactum II, deflagrada em maio de 2024, em que foram apreendidas mídias, dinheiro em espécie e colhidos uma série de elementos de prova sobre os delitos investigados. Em razão das buscas naquela oportunidade, dois servidores foram presos em flagrante por crime de peculato, na posse de valores recolhidos de funcionários municipais. 

Segundo apurado, pelo menos, desde 2017, servidores públicos comissionados do município de Bagé são obrigados a pagar parte de seus salários para a organização criminosa. Os valores exigidos foram vertidos para fins eleitorais sem a devida declaração como receita auferida perante a Justiça Eleitoral. 

A prática popularmente conhecida como “rachadinha” teria possibilitado o desvio de mais de 10 milhões de reais.

Entre os alvos das medidas judiciais deflagradas estão agentes políticos e funcionários públicos municipais suspeitos de recolher e operacionalizar a ocultação e dissimulação dos valores desviados.

A operação foi chamada de “Coactum”, em referência ao caráter compulsório das contribuições a que os servidores são obrigados a entregar parcelas de suas remunerações, sob pena de exoneração dos cargos.


quarta-feira, 17 de julho de 2024

PF deflagra Operação Falsa Moléstia que apura a utilização de laudos médicos falsos para isenção do Imposto de Renda

As buscas visam obter novos elementos probatórios a respeito do caso e identificar possíveis envolvidos nessa fraude tributária.



Porto Alegre/RS: A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17/7), a Operação Falsa Moléstia, que apura a utilização de laudos médicos falsos perante a Receita Federal para subsidiar isenção de Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas a servidores públicos estaduais.


Durante a ação, policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão, bem como as ordens judiciais de proibição de se ausentar do país e da necessidade de entrega do passaporte na Justiça Federal, no prazo de cinco dias. As medidas foram expedidas pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre.


As buscas desta manhã visam obter novos elementos probatórios a respeito do caso, inclusive identificar o possível envolvimento de outras pessoas nessa fraude.


A investigação apurou 287 contribuintes, titulares de aproximadamente 1.219 Declarações de Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas, que pleitearam indevidamente restituições que somam mais de R$ 20 milhões, considerando os exercícios de 2018 a 2022. 


Entenda o caso

A investigação teve início com registros de ocorrências de diversos contribuintes que, após receberem notificação da Receita Federal do Brasil de que os laudos médicos apresentados para obter a isenção de imposto de renda eram falsos, relataram a contratação de um serviço de consultoria tributária através de um mesmo técnico-contábil, que se identificava falsamente também como advogado.


O suspeito utilizava laudos médicos falsos perante a Receita Federal, em que eram atestadas moléstias inexistentes nesses contribuintes. A falsidade dos documentos foi reconhecida tanto pelas juntas médicas oficiais como pelos médicos-peritos indicados como assinantes desses laudos.


Os delitos investigados, até o presente momento, são de crimes contra a ordem tributária, uso de documento falso e falsa identidade.