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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Corpo de Bombeiros de SC recebe 56 caminhões na maior renovação de frota da história do Estado

 


Em quase cem anos de história, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina nunca havia recebido tantas viaturas de uma só vez. Nesta quarta-feira, 24, a corporação incorporou 56 novos caminhões de combate a incêndio e resgate, na maior renovação de frota já realizada no Estado e um dos atos centrais das comemorações do seu Centenário, que será no dia 26 de setembro. A entrega foi feita pelo governador Jorginho Mello em solenidade no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira. 



O investimento soma R$ 76.610.753,26 milhões e se divide em 14 Auto Tanque (ATs) e 42 Auto Bomba Tanque e Resgate (ABTRs). Juntos, os dois modelos formam o núcleo da resposta de emergência: os ABTR atuam na linha de frente do combate a incêndios e dos resgates, enquanto os autotanques garantem o abastecimento de água em ocorrências de maior porte, quando a distância de hidrantes ou a magnitude do fogo exige autonomia. Na prática, é mais alcance, mais tempo em cena e mais segurança para quem está na ponta do atendimento.


"Nós estamos fazendo a maior entrega da história dos 100 anos dos Bombeiros. Estamos gastando quase R$77 milhões de dinheiro do catarinense. Para dar possibilidade da instituição ter condições plenas de quando chamada para resolver, agir de forma efetiva. Contando também com a disciplina dos bombeiros, a gente sabe da dedicação deles, o zelo deles", relatou o governador Jorginho Mello




A transformação como moldura do centenário


Para o Comandante-Geral, coronel Fabiano de Souza, a entrega dos 56 caminhões não é um ato isolado: é o ápice visível da maior transformação estrutural da história do CBMSC. 


“Nos últimos três anos, a corporação recebeu cerca de R$ 270 milhões em modernização, um investimento que chega ao ano do centenário traduzido em agilidade e qualificação no atendimento aos catarinenses. Entre 2023 e 2025, foram R$ 169 milhões na aquisição de 336 novas viaturas, ampliando a capacidade de resposta das unidades em todas as regiões do Estado. Para 2026, mais R$ 88 milhões na renovação da frota pesada, com caminhões de combate a incêndio, auto escadas e autotanques. Cada nova viatura entregue significa uma vida salva, um tempo de resposta reduzido, uma comunidade mais segura.", apontou o comandante-geral.



O que muda na ponta: velocidade e operacionalidade


O impacto mais imediato é na velocidade do atendimento. Viaturas modernas, com sistemas eletrônicos de diagnóstico, transmissão automática e maior capacidade de carga, reduzem o tempo entre o acionamento pelo 193 e a chegada da equipe ao local da ocorrência. Em emergência, esse intervalo é o que separa o controle da tragédia. A modernização também protege quem está na linha de frente. Equipamentos novos significam mais segurança operacional, menor desgaste físico e melhores condições de atuação em cenários extremos.



A maior aquisição de frota pesada da história


A peça central dessa renovação foi autorizada em janeiro de 2026, quando o governador Jorginho Mello aprovou a compra de 56 novos caminhões, sendo 42 auto bomba tanque e resgate (ABTR) e 14 auto tanques, com investimento superior a R$ 76 milhões. É a maior aquisição de frota pesada já autorizada em um único ato pelo Estado de Santa Catarina, entregue à corporação nesta quarta-feira. 


A renovação vai além da frota pesada. O ciclo 2023–2025 incluiu ambulâncias, caminhonetes 4×4 para resgate em áreas de difícil acesso, motos aquáticas, embarcações e viaturas administrativas — distribuídas por todas as regiões, do litoral ao extremo oeste. É a malha inteira do atendimento sendo recomposta ao mesmo tempo.



O salto inédito: a meta de idade da frota


O Plano Estratégico do CBMSC fixa metas claras: caminhões de combate a incêndio com no máximo 15 anos de uso e demais veículos renovados a cada 5 anos. Com os investimentos previstos até 2026, a corporação deve alcançar esse padrão pela primeira vez em sua história, colocando Santa Catarina entre os estados com a frota de bombeiros mais moderna do Brasil.



Assinatura da incorporação dos novos militares temporários


Nesta data, foi realizada a assinatura da incorporação de 630 praças temporários ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), marcando oficialmente o ingresso dos candidatos selecionados na corporação. Este é um momento histórico para a instituição, que passa a contar, pela primeira vez, com militares temporários em seu efetivo por meio do Serviço Militar Estadual Temporário (SEMET). Os novos militares atuarão no reforço das atividades operacionais em diversas regiões do estado, ampliando a capacidade de atendimento à população catarinense e fortalecendo os serviços prestados pelo CBMSC. Após a incorporação, os integrantes seguirão para as etapas de formação e preparação necessárias ao desempenho das funções previstas no programa.


No ano do centenário, um novo CBMSC


Fundado em setembro de 1926, o CBMSC completa 100 anos vivendo a maior transformação de sua trajetória. A corporação chega ao centenário com frota modernizada, efetivo ampliado, base aeromédica operacional, cães de resgate certificados nacionalmente e tecnologia embarcada nos veículos.


Para o coronel Fabiano de Souza, o centenário é mais do que celebrar o passado, deve ser o marco de projeção para os próximos cem anos.

“Cem anos não se comemora só olhando para trás. Cada um desses 56 caminhões vai sair de um quartel às três da manhã para uma ocorrência que ninguém viu chegar, e é isso que estamos entregando hoje: não a frota, mas o tempo de resposta de quem vai precisar dela amanhã. O centenário do Corpo de Bombeiros é o começo do próximo século de vidas salvas. Este centenário não é meu, nem do comando. É de cada homem e cada mulher que vestiu a farda nesses cem anos e dos que ainda vão vestir. O que celebramos hoje não é o que construímos; é a certeza de que quem vier depois vai chegar mais rápido e mais longe do que nós chegamos. Esse é o legado: deixar a corporação melhor do que a encontramos”, concluiu o comandante.









terça-feira, 16 de junho de 2026

No ano do centenário, militares que escreveram a história do CBMSC são homenageados na ALESC

 


O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi homenageado nesta segunda-feira, 15, em sessão especial da Assembleia Legislativa do Estado (ALESC), que celebrou o centenário da corporação e reconheceu 25 dos militares responsáveis por construir um século de história. A solenidade ocorreu às 19h, no Plenário Deputado Osni Régis, no Palácio Barriga-Verde, em Florianópolis.


A escolha da Casa Legislativa carrega peso simbólico. Foi ali que, em 13 de junho de 2003, a Emenda Constitucional nº 33 concedeu ao CBMSC o status de instituição independente, encerrando o vínculo orgânico com a Polícia Militar. Vinte e três anos depois, o Legislativo que selou aquela autonomia volta a ser palco da corporação: agora para celebrar os 100 anos.


A história do CBMSC começou em 26 de setembro de 1926, quando foi instalada em Florianópolis a primeira Seção de Bombeiros, vinculada à então Força Pública e formada por apenas 27 praças. Mas sua emancipação é mais recente. A sessão solene buscou condensar os dois momentos.



Reconhecimento que vai do comando à ponta


A homenagem de maior destaque foi dirigida ao comandante-geral, coronel Fabiano de Souza, que conduz a corporação no ano do centenário. Entre os homenageados está o coronel Milton Antônio Lazzaris, comandante-geral entre 1996 e 2003 e hoje Comandante-Geral de Honra, que foi figura central no processo que resultou na emancipação institucional, além de consultor histórico da obra dos 100 anos. Também foi reconhecido o coronel Onir Mocellin, ex-comandante-geral e referência nacional em salvamento aquático, mergulho e salvamento em altura; e o coronel Adilson Alcides de Oliveira, ex-comandante-geral de 2003 a 2008 e uma das lideranças na consolidação da emancipação. 


A força da lista está, sobretudo, na ponta. Foram mais de vinte nomes homenageados. O 1º sargento Ricardo Vicente de Souza é homenageado por uma operação de 2013, em que resgatou quatro trabalhadores vítimas de choque elétrico em alta tensão. A 2ª sargento Ana Paula Souza de Freitas, do Batalhão de Criciúma, é reconhecida por ter ajudado a elaborar o Protocolo de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, marco de uma doutrina mais humanizada na corporação. A 1ª sargento Samira Coelho dos Santos lidera, desde 2015, a unidade de Barra Velha, onde também preside a associação comunitária local. E o cabo Amauri Felipe de Vargas é lembrado pelo trabalho com cães de busca e resgate na 3ª Região Bombeiro Militar, em Chapecó. 


O cabo Alceu de Souza Lopes foi igualmente reconhecido pelos mais de 40 anos de serviço, em especial da região de Curitibanos; o 2º Sargento Carlos Henrique Wosniak, pelo comando de Rancho Queimado; o 3º Sgt Otávio Antônio Morés, chefe de socorro no Batalhão de Joaçaba, pela referência no Atendimento Pré-Hospitalar e Resgate Veicular na Corporação; 2º Sgt Marcelo Krambeck, por liderança e dedicação ao Batalhão de Benedito Novo, o qual comanda desde 2019; o 1º Sgt Edmar Feliciano de Oliveira, por ser uma das referências em resgate veicular e salvamento aquático, além de contribuir decisivamente para o fortalecimento operacional do Batalhão de Tubarão; o subtenente Aldinei Sebastião Gonçalves, por sua notável trajetória na formação e aperfeiçoamento de bombeiros militares, atuando como monitor e instrutor, especialmente em salvamento em altura, além de relevante trabalho administrativo no Centro de Ensino Bombeiro Militar.


Outros homenageados foram o subtenente Arno Avelino Schüssler, por sua trajetória dedicada ao setor de pessoal da corporação, o subtenente Alexandre Argolo Messa Sampaio, por sua contribuição na Diretoria de Logística e Finanças do CBMSC, o subtenente Lindomar Dorvalício Martins, por sua atuação no Centro de Ensino e no salvamento aquático, o subtenente Paulo Estevam da Costa, por aprimoramento da gestão administrativa na Diretoria de Pessoal, o 3º Sgt Jefferson Misael dos Anjos de Lima, por sua dedicação no Batalhão de Balneário Camboriú, o subtenente Neri Xavier, por mais de 40 anos dedicados à corporação, o subtenente Albertino Mafra, por sua atuação como comandante em Porto União e seus mais de 42 anos de serviço, o subtenente Marcelo Metzler Gomes, comandante de Chapecó, o o 2º Sgt Cristiano Casa, por sua reconhecida atuação como Tripulante Operacional do Batalhão de Operações Aéreas desde 2010, e o 1º Sgt Rafael Phelippe Goulart, pelos seus mais de 20 anos de serviço no CBMSC, destacando-se pela atuação operacional e administrativa, especialmente no Batalhão de Busca e Salvamento.


O centenário ganha ainda uma nota artística: entre os homenageados está o subtenente Marcelo Augusto Menezes, maestro da Banda de Música do CBMSC, o mesmo conjunto que percorre o estado, ao longo de 2026, com a turnê comemorativa dos 100 anos.


Os 25 homenageados


Placa Grande


Coronel Fabiano de Souza — comandante-geral do CBMSC


Placa Pequena


Coronel da Reserva Milton Antônio Lazzaris — Comandante-Geral de Honra

Coronel da Reserva Adilson Alcides de Oliveira — ex-comandante-geral (2003–2008)

Coronel da Reserva Onir Mocellin — ex-comandante-geral e presidente da Fecabom

2º Sgt Carlos Henrique Wosniak — comandante do GBM de Rancho Queimado

Cabo da Reserva Alceu de Souza Lopes — mais de 40 anos de serviço, região de Curitibanos

3º Sgt Otávio Antônio Morés — referência em APH e resgate veicular, Batalhão de Joaçaba

2º Sgt Marcelo Krambeck — comandante do GBM de Benedito Novo

1º Sgt Edmar Feliciano de Oliveira — mais de 31 anos de serviço, Batalhão de Tubarão

Subten da Reserva Aldinei Sebastião Gonçalves — formação e salvamento em altura, Centro de Ensino


Certificado


Subten Marcelo Augusto Menezes — maestro da Banda de Música do CBMSC

Subten da Reserva Arno Avelino Schüssler — setor de Pessoal

Subten da Reserva Alexandre Argolo Messa Sampaio — Diretoria de Logística e Finanças

Subten da Reserva Lindomar Dorvalício Martins — formação e salvamento aquático

Subten da Reserva Paulo Estevam da Costa — Diretoria de Pessoal

3º Sgt Jefferson Misael dos Anjos de Lima — Batalhão de Balneário Camboriú

Subten da Reserva Neri Xavier — mais de 41 anos de serviço, controle financeiro da Fecabom

Subten da Reserva Albertino Mafra — mais de 42 anos de serviço, ex-comandante em Porto União

Cb Amauri Felipe de Vargas — cinotecnia, 3ª Região Bombeiro Militar (Chapecó)

Subten Marcelo Metzler Gomes — comandante do GBM de Chapecó

1º Sgt Samira Coelho dos Santos — unidade de Barra Velha

1º Sgt Ricardo Vicente de Souza — resgate de quatro vítimas de choque elétrico (2013)

2º Sgt Ana Paula Souza de Freitas — Protocolo de Atendimento a Pessoas com TEA, Batalhão de Criciúma

2º Sgt da Reserva Cristiano Casa — Batalhão de Operações Aéreas

1º Sgt Rafael Phelippe Goulart — salvamento aquático e mergulho, Batalhão de Busca e Salvamento.

domingo, 31 de maio de 2026

Jovem desaparecido foi encontrado com vida na região da Estação de Tratamento de Água Piraí


Na manhã deste domingo (31/5), o jovem Ezequiel Marcos Ferreira, de 27 anos, que estava desaparecido, foi encontrado com vida na região da Estação de Tratamento de Água (ETA) Piraí.
Às 9h15, um vigilante que é funcionário da empresa Embrasp, prestadora de serviços para a Companhia Águas de Joinville, identificou o rapaz nas dependências da estação e, prontamente, comunicou os operadores da ETA.

Para que o socorro fosse prestado o mais rápido possível, colaboradores da Águas de Joinville acionaram o Corpo de Bombeiros Voluntários e o Grupo de Resgate em Montanha (GRM), o qual também acionou o resgate aéreo.

O resgate aéreo chegou por volta de 9h30 e Ezequiel foi encaminhado ao Hospital Municipal São José. Até as equipes de atendimento chegarem, o rapaz foi acomodado no refeitório da ETA Piraí, com apoio dos operadores da Estação, que também forneceram alimentação ao jovem.

Segundo o Hospital São José, o rapaz permanece internado na unidade com quadro de saúde estável e realiza protocolos de reidratação.

A ETA Piraí está localizada na Estrada dos Morros, no bairro Vila Nova. A região integra a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Dona Francisca.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Bombeiros orientam a população sobre emergências em casas noturnas, cinemas e teatros

 


A grande concentração de pessoas em estabelecimentos de uso coletivo como casas noturnas, cinemas e teatros exige atenção redobrada para a segurança. Situações de incêndio ou pânico nesses ambientes podem evoluir rapidamente, dificultando a evacuação e colocando vidas em risco. O incêndio na Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, que resultou na morte de mais de 200 pessoas, é uma tragédia que evidenciou a importância de estruturas adequadas e de atitudes seguras em situações de emergência.

Antes mesmo desta ocorrência, o Paraná já adotava regras rigorosas para edificações com grande concentração de público. Após o incêndio na boate gaúcha, outros estados também passaram a endurecer suas exigências, reforçando a importância desse tipo de regulamentação.

O Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (CSCIP), do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), estabelece normas técnicas para proteger a vida das pessoas, garantir a evacuação segura, dificultar a propagação do incêndio e proporcionar meios de controle do mesmo.


O QUE DIZ O CÓDIGO — Os proprietários e responsáveis pelo uso das edificações devem garantir que os estabelecimentos estejam adequados às exigências previstas na legislação, desde a fase de projeto até o funcionamento. Isso inclui a correta execução das medidas de segurança, como dimensionamento das saídas de emergência, instalação de sistemas de prevenção e combate a incêndio, além do respeito à capacidade máxima de público. Também é obrigatório manter o imóvel em conformidade com o uso para o qual foi projetado, evitando alterações que possam comprometer a segurança dos frequentadores.

Além da adequação inicial, é responsabilidade dos proprietários assegurar a manutenção contínua de todos os sistemas de segurança, como extintores, hidrantes, sinalização e iluminação de emergência, mantendo-os sempre desobstruídos e em pleno funcionamento.

A porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, reforça que o cumprimento dessas exigências é fundamental para garantir a proteção das pessoas. “As medidas de segurança contra incêndio são projetadas para permitir uma evacuação rápida e segura, além de possibilitar o controle do fogo ainda no início. Quando essas exigências não são cumpridas ou não recebem manutenção adequada, o risco para quem está no local aumenta significativamente”, explica.

Entre as irregularidades mais comuns em edificações observadas pelo CBMPR estão as saídas de emergência obstruídas ou até mesmo trancadas, além de equipamentos de combate a incêndio, como extintores e hidrantes, bloqueados por objetos ou móveis. Situações como essas comprometem diretamente a evacuação e o combate inicial ao fogo.

A militar destaca que o cumprimento das normas de segurança por parte dos estabelecimentos é um investimento em segurança. “Há pessoas que dizem que as estruturas contra incêndio e pânico são muito caras ou difíceis de serem implementadas, mas elas salvam vidas e isso não tem preço”, afirma a capitã Luisiana.

AGENTES ATIVOS — A responsabilidade pelo cumprimento das normas de segurança em estabelecimentos é sempre dos proprietários, mas cada pessoa também pode ser um agente ativo de sua própria segurança apenas seguindo algumas orientações básicas dos bombeiros.

O CBMPR orienta com frequência moradores de edifícios sobre como agir em situações de emergência, mas no caso de estabelecimentos coletivos ainda se faz necessária a criação de uma cultura de segurança própria para esses ambientes. Se em edifícios residenciais existe maior familiaridade com o ambiente e com as rotas de fuga, em locais públicos, como cinemas, teatros e casas noturnas, o cenário é diferente: o público não está habituado com a edificação, o que torna essencial observar as saídas de emergência e a localização dos equipamentos de segurança ao entrar no local.

Segundo a capitã Luisiana, adotar esse simples hábito de observar e se familiarizar com o ambiente faz toda a diferença em uma situação de emergência, uma vez que os principais riscos em estabelecimentos coletivos estão diretamente relacionados à dificuldade de evacuação. “Em locais com grande concentração de público é comum surgir uma situação de pânico quando é necessária a evacuação rápida. A quantidade de pessoas pode dificultar a locomoção até a saída de emergência, com risco de pessoas serem pisadas ou até apresentarem dificuldade respiratória durante esse deslocamento”, explica a bombeira.

Ela destaca outro diferencial da observação de cada pessoa em situações de risco. “É comum que as pessoas tentem sair pelo mesmo local por onde entraram, mas nem sempre essa decisão pode ser a mais segura. Dependendo da sua localização dentro do estabelecimento, pode haver saídas de emergência mais próximas e acessíveis”, diz.

Confira algumas dicas dos bombeiros ao visitar um estabelecimento coletivo:

  • Observe se a capacidade máxima de público do local está sendo cumprida;
  • Evite permanecer em ambientes com excesso de público;
  • Identifique a saída de emergência mais próxima assim que entrar;
  • Verifique se as saídas estão visíveis, desobstruídas e acessíveis;
  • Localize extintores e hidrantes e observe se estão desobstruídos;
  • Procure reconhecer caminhos alternativos de saída, além da entrada principal;
  • Em caso de emergência, mantenha a calma e siga para a saída mais próxima;
  • Não retorne para buscar objetos pessoais;
  • Evite empurrões e ajude a manter o fluxo de saída organizado;
  • Ao perceber qualquer situação de risco, deixe o local imediatamente e acione o Corpo de Bombeiros pelo 193.


segunda-feira, 2 de março de 2026

Santa Catarina inicia o maior simulado de desastres do Brasil com disparo de alerta pelo Cell Broadcast

 


Com adesão de 294 dos 295 municípios, o exercício mobiliza estruturas locais e estaduais de resposta 

Às 9h20 deste domingo, 1º de março, um alerta de emergência foi enviado simultaneamente para celulares em todo o território catarinense. A mensagem, disparada pelo sistema Cell Broadcast, marcou oficialmente a abertura do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual da Proteção e Defesa Civil (SPDC).


repórter DANIEL FERNANDES RONDA POLICIAL 

A mobilização ocorre de forma simultânea em praticamente todo o estado, sob coordenação da SPDC, com execução dos Grupos de Ações Coordenadas (GRACs) e apoio das Coordenadorias Regionais de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, polícias, universidades, secretarias municipais e instituições parceiras, como a Rede Estadual de Emergência de Radioamadores. Ao todo, 294 dos 295 municípios se inscreveram, superando o número da edição anterior, que até hoje era o maior simulado do Brasil.


Antes do envio do Cell broadcast, os municípios deram início às simulações conforme os principais riscos identificados em cada região, como deslizamentos, enchentes, enxurradas, queda de barreiras e interrupções no fornecimento de energia. Após os primeiros registros das ocorrências simuladas, foi estabelecido o contato com a estrutura estadual, com a instalação do Gabinete de Crise e o acionamento do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres e do Centro de Logística.

Durante a abertura, o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, ressaltou que o simulado vai além de um exercício técnico e representa um investimento direto na cultura da prevenção. “Em um estado historicamente afetado por desastres naturais, a preparação antecipada é decisiva para reduzir danos”, afirmou Hildebrandt. Como exemplo, citou o município de Treze Tílias, atingido por cheias no fim do ano passado, onde a experiência e os protocolos aprimorados a partir do 1° simulado contribuíram para uma resposta mais rápida e para a redução de impactos.

O exercício segue até as 17h, com evacuações simuladas, instalação de abrigos temporários, cadastramento de famílias, organização de ajuda humanitária e ações educativas. As atividades têm como objetivo testar e revisar protocolos, sistemas de comunicação e fluxos de informação, atualizar bases de dados, identificar ajustes necessários e fortalecer a integração entre as áreas técnica, operacional e logística.

A escolha do 1º de março também é simbólica. A data marca o Dia Internacional da Proteção e Defesa Civil, reforçando o compromisso de Santa Catarina com a gestão de riscos e a proteção da vida.




quarta-feira, 26 de novembro de 2025

CBMSC MOBILIZA BOMBEIROS EM AÇÃO DE RESGATE DURANTE ENCHENTE EM LUIZ ALVES


As fortes chuvas que atingiram o município de Luiz Alves nesta segunda-feira, 24, provocaram inundações e alagamentos em diversas regiões da cidade e elevaram significativamente a demanda por atendimentos. As equipes locais do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) atuaram desde as primeiras horas do evento climático, realizando resgates e ações de apoio à população afetada.

Diante do volume de ocorrências, foi mobilizado reforço operacional: a equipe da Força-Tarefa (FT) de Itajaí e mais duas equipes do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (7ºBBM)  atuaram na busca e resgate das pessoas na inundação, ampliando a capacidade de resposta. Além disso, a aeronave Arcanjo realizou voos em reconhecimento da situação e identificação de possíveis vítimas.

As ações do CBMSC tiveram como objetivo garantir segurança às famílias atingidas e acelerar os atendimentos, principalmente no resgate de pessoas ilhadas. 


Operação de Resgate

O CBMSC iniciou os atendimentos às 13h12 e encerrou a última ocorrência às 03h07 do dia seguinte, contabilizando cerca de 14 horas de operação contínua.

Ao todo, foram registradas 16 ocorrências, todas relacionadas à retirada de pessoas ilhadas nos pontos mais críticos, especialmente nas margens do rio Luiz Alves.

Durante a ação, 26 pessoas foram resgatadas ou assistidas:

  • 22 resgates diretos;
  • 4 assistências (transporte até suas casas para encontro com familiares).

Também foi resgatado um lote de vacinas, garantindo a preservação da saúde pública, e houve atendimento a uma vítima com ferimento (corte) no braço direito. Felizmente, nenhum óbito foi registrado. 

Estrutura e recursos empregados

Ao todo, foram mobilizados 31 bombeiros, sendo 19 militares, 7 comunitários e 5 alunos bombeiros comunitários. Para apoio na operação, foram utilizadas as seguintes viaturas e equipamentos:

  • 4 caminhonetes 4×4
  • 1 caminhão ABTR – Auto Bomba Tanque de Resgate
  • 1 ambulância ASU – Auto Socorro de Urgência
  • 1 carro de apoio logístico (ATM)
  • 2 botes a remo
  • 2 barcos a motor (sendo um do CBMSC e outro da Defesa Civil)
  • Aeronave Arcanjo 01, usada para reconhecimento da área afetada.

A operação contou com a integração de outros órgãos, como a Defesa Civil municipal e estadual, a Prefeitura de Luiz Alves e a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).


O posto inicial para organização do comando e controle foi montado inicialmente no quartel da PMSC e, após redução no nível da água, foi transferido para o quartel do CBMSC em Luiz Alves. 



Contexto Meteorológico

De acordo com dados da Epagri/Ciram, foram registrados 173 mm de chuva ao longo da segunda-feira, 24, enquanto o nível do rio Luiz Alves subiu de 51,97 m para 58,85 m entre 03h e 15h25. A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil emitiu alertas de deslizamento para o município ainda pela manhã. Mais tarde, uma inundação gradual foi registrada.

De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, a instabilidade perde força nesta terça-feira, 25. Ainda são esperadas pancadas isoladas e passageiras, porém sem volumes expressivos de chuva. O risco de novos alagamentos está reduzido, mas o monitoramento pelo CBMSC e Defesa Civil permanecem ativos. 

terça-feira, 1 de julho de 2025

ALERTA VERMELHO: CBMSC INTENSIFICA AÇÕES EDUCATIVAS SOBRE PREVENÇÃO A INCÊNDIOS EM ESCOLAS PÚBLICAS DE SANTA CATARINA


 Em alusão ao Dia Nacional do Bombeiro, celebrado em 2 de julho, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) está promovendo a Operação Alerta Vermelho nas Escolas, reforçando seu compromisso com a segurança e a cultura preventiva no Estado. 

A iniciativa atende ao Decreto Federal nº 35.309, de 2 de abril de 1954, que instituiu a Semana de Prevenção Contra Incêndios, e consiste em palestras educativas voltadas a alunos do 5º ano de escolas públicas estaduais e municipais.

Durante as visitas, Bombeiros Militares e Comunitários orientam as crianças sobre como evitar incêndios em residências e agir corretamente em situações de emergência. Os objetivos tratados relacionam-se à prevenção contra incêndios nas residências, orientando as crianças a não brincarem com materiais perigosos, como isqueiros, fósforos, velas, entre outros; sobre como solicitar ajuda ao Corpo de Bombeiros e também a verificar as condições de segurança de suas casas, como mangueiras de gás instaladas em locais inadequados ou fora do prazo de validade. 


Além desses aspectos, vários outros temas foram abordados com os alunos, possibilitando momentos de interação e compartilhamento de conhecimento.

Para ampliar o alcance das informações, os estudantes recebem um formulário digital com perguntas sobre segurança contra incêndios, elaborado com base no Home Fire Inspections, da National Fire Protection Association (NFPA). O material deve ser preenchido em conjunto com os pais ou responsáveis, estimulando a participação familiar e a avaliação das condições de segurança das residências.

Também voltada para disseminar conhecimentos fundamentais, a ação possibilita ao CBMSC obter o retorno da população quanto à qualidade dos serviços prestados, reforçando a importância do trabalho preventivo desenvolvido pela Corporação.

A Operação Alerta Vermelho integra o calendário anual do CBMSC e reafirma o compromisso da instituição em proteger vidas e patrimônio em Santa Catarina.



sexta-feira, 6 de junho de 2025

Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina formou mais de 220 Bombeiros Mirins em Rio Negrinho


O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), por meio do 2º Pelotão de Bombeiros Militar de Rio Negrinho, celebrou na noite de ontem, 04 de junho de 2025, a formatura de 221 alunos do Programa Bombeiro Mirim. A solenidade aconteceu às 18h30min, no Pavilhão dos Imigrantes.


O Programa Bombeiro Mirim, com mais de três décadas de existência em Santa Catarina, foi padronizado para ser implementado em todo o território catarinense no ambiente escolar. Seu objetivo é capacitar estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental para agirem de maneira preventiva em situações de risco de acidentes, contribuindo para uma sociedade mais segura e promovendo o exercício pleno da cidadania. Este projeto já vem trazendo frutos para a cidade de Rio Negrinho, transformando a cidade em um local mais seguro, inclusive com relatos de bombeiros mirins realizando manobras de primeiros socorros e ajudando seus familiares.


Neste semestre, um total de 221 alunos de sete escolas de Rio Negrinho concluíram as doze horas-aula do programa, coordenadas pela Cabo BM Aline Eloise Trento e desenvolvidas por diversos instrutores da corporação. Durante o curso, as crianças vivenciaram diversas atividades lúdicas relacionadas à rotina bombeiril, aprendendo sobre segurança contra incêndio, primeiros socorros, prevenção de acidentes, segurança em desastres e acionamento de serviços de emergência.


O evento foi marcado pela leitura da Manifestação de Intenção dos Bombeiros Mirins, onde os formandos se comprometeram a "fazer o bem, ajudar o próximo, o meio ambiente, minha família, minha escola e minha comunidade". "Ter hoje 221 crianças se formando como Bombeiros Mirins demonstra que estamos no caminho certo, transformando nosso futuro em um futuro mais seguro", citou o Tenente João Ricardo, Comandante da unidade do CBMSC em Rio Negrinho.


Houve também a premiação dos desenhos destaque de cada turma, uma forma de reconhecimento pelo empenho e dedicação dos alunos. Em parceria com a instituição financeira SICOOB, dois Bombeiros Mirins foram sorteados e saíram do local equipados com uma nova bicicleta, como forma de incentivo ao esporte e à saúde.


O projeto Bombeiro Mirim em Rio Negrinho só foi possível mediante uma parceria do Corpo de Bombeiros Militar com diversas entidades, como o Poder Judiciário de Santa Catarina, a Prefeitura Municipal (por meio das Secretarias de Educação e Assistência Social), e o SICOOB.


Sobre o Programa Bombeiro Mirim: A primeira atividade registrada do Programa Bombeiro Mirim pela corporação data de 1992, em Rio do Sul, com 33 crianças de 10 a 13 anos. Em ambiente escolar, os registros mais antigos são de 2005, e a iniciativa já formou aproximadamente 6 mil crianças. O programa visa a integração entre a corporação, a família, a escola e a comunidade.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

BOMBEIRO MILITAR REFORÇA ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA ACIDENTES EM DIAS DE FRIO INTENSO

 

Com a previsão meteorológica de uma frente fria, a partir da noite desta terça-feira, 27, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforça os cuidados necessários durante o período de frio intenso. A massa de ar polar prevista pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil será a primeira deste ano com maior intensidade, exigindo também cuidados sobre a prevenção de acidentes domésticos com equipamentos de aquecimento.

CBMSC orienta que a população mantenha-se bem agasalhada, hidratada e opte por uma alimentação que auxilie no aquecimento do corpo. As residências devem permanecer ventiladas, mesmo com o frio, para garantir a circulação de ar e prevenir doenças respiratórias.

"Alertamos também para os cuidados com uso de aquecedores, lareiras e fogões a lenha, muito comuns nessa época. É essencial que sempre utilizem equipamentos que sejam certificados pelo Inmetro e com a manutenção em dia. No trânsito, pedimos prudência principalmente nessas regiões mais suscetíveis ao congelamento de pista, especialmente a região serrana, onde temos possibilidade de neve e geada. Por fim, lembramos também o cuidado com os animais de estimação. Disponibilize cobertores e mantenha-os afastados das fontes de calor, para evitar acidentes", alerta o Comandante-Geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza.

Com a chegada do frio, é comum nas regiões serranas o uso de fogões a lenha, lareiras e aquecedores. No entanto, esses equipamentos aumentam o risco de incêndios e intoxicações por monóxido de carbono. Para evitar acidentes, o CBMSC recomenda:

  • Certifique-se de que o equipamento esteja instalado em local seguro, longe de móveis, cortinas ou tubulações de gás;
  • Não utilize roupas, papéis ou objetos inflamáveis próximos às fontes de calor;
  • Em lareiras e fogões a lenha, não use madeira industrializada ou em excesso, e nunca abandone o local com o fogo aceso;
  • Utilize telas metálicas em lareiras para evitar a propagação de fagulhas;
  • Mantenha as chaminés limpas e livres para a saída da fumaça;
  • Garanta ventilação adequada nos ambientes com fogo;
  • Não utilize álcool ou combustíveis líquidos para acender o fogo, especialmente em ambientes fechados;

Prefira aquecedores certificados pelo Inmetro e verifique sempre a necessidade de manutenção.


Campanha do Agasalho 2025

Desde o início de maio, o CBMSC está mobilizado na Campanha do Agasalho 2025, com o objetivo de arrecadar roupas, cobertores e calçados em bom estado para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações podem ser entregues até o dia 18 de junho em qualquer quartel do CBMSC, que funcionam como pontos de coleta com caixas identificadas na entrada das unidades.

"A Campanha do Agasalho é uma ação tradicional do CBMSC. Além de salvar vidas, buscamos fortalecer os laços com a comunidade, levando solidariedade e acolhimento a quem mais precisa.", destaca o comandante Fabiano de Souza.


O que doar:

  • Agasalhos
  • Roupas infantis
  • Cobertores
  • Calçados fechados em bom estado

Onde doar:

Em qualquer quartel do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Os endereços podem ser conferidos no site oficial

O CBMSC permanece à disposição da população catarinense, reforçando seu compromisso com a segurança e o bem-estar de todos. Em caso de emergência, ligue 193.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Defesa Civil de Joinville explica a diferença entre os alertas emitidos e orienta como a população deve agir


Na terça-feira (4/2), pela primeira vez, os joinvilenses receberam o Alerta Severo da Defesa Civil. Este alerta complementa outros três usados pela Defesa Civil para avisar os cidadãos sobre perigos ocasionados por fenômenos climáticos: os avisos nos canais de comunicação oficiais da Prefeitura de Joinville; as mensagens via SMS, que são enviadas pela Defesa Civil estadual; e o Alerta Extremo, que é um serviço administrado pelas Defesa Civil nacional e estadual.



O Alerta Severo, enviado na terça-feira, não requer um pré-cadastro. Ele faz uso da tecnologia Cell Broadcast, que dispara alertas para todos os celulares conectados às antenas 4G ou 5G das operadoras na área de risco. Desta forma, qualquer pessoa presente na região é alertada, independentemente se for registrado ou não.


Este alerta, que é disparado pela Defesa Civil de Santa Catarina, indica uma situação de perigo muito alto e pede que o cidadão siga as recomendações enviadas. Além da mensagem de texto que aparece como um pop-up na tela do celular, sobrepondo outros aplicativos, também é emitido um sinal sonoro mais curto no smartphone.

 gerente da Defesa Civil de Joinville, Maiko Richter:


“Esse é um alerta que é usado quando há um grande risco à população, por isso, ele não pode ser banalizado. Só é disparado quando a probabilidade do evento climático é muito alta ou quando ele já está ocorrendo”, explica o gerente da Defesa Civil de Joinville, Maiko Richter.


Ainda não emitido em Joinville, a Defesa Civil conta com o Alerta Extremo. Ele está um nível acima do Alerta Severo e é disparado pela Defesa Civil Nacional. Neste caso, aponta uma situação de emergência com risco iminente à vida, que requer ação imediata. Quem receber esse alerta deve sair do local imediatamente, sem demora.


A ferramenta faz uso da rede de telefonia celular para emitir alertas sonoros, até mesmo nos aparelhos que estão no modo silencioso.


“No Alerta Extremo, o sinal sonoro é bastante alto, como se fosse uma sirene. Também acompanhado de uma mensagem de texto”, informa o gerente da Defesa Civil.



Mensagem por SMS


Já o alerta por SMS requer cadastro e já é bastante conhecido pela população. Basta enviar o CEP da residência por mensagem de texto (SMS) para o número 40199 para receber os alertas gratuitos emitidos pela Defesa Civil estadual. As notificações limitam-se à área cadastrada.


“É importante as pessoas realizarem esse cadastro, porque essas mensagens por SMS têm um caráter preventivo. Você vai receber com maior antecedência o aviso de um evento meteorológico com probabilidade de acontecer e tomar as devidas precauções”, reforça Maiko Richter.


No caso da ocorrência desta terça-feira, um morador do bairro Costa e Silva, recebeu os alertas por SMS na segunda-feira (3/2) pela manhã e na terça-feira (4/2) às 9h e às 15h.



Informação nos canais oficiais da Prefeitura


Nos canais de comunicação oficiais da Prefeitura de Joinville, como o site (joinville.sc.gov.br) e as redes sociais (Instagram e Facebook), a população também recebe orientações sobre as condições climáticas. Esses avisos vão desde a previsão de tempo, chamando à atenção para risco de temporais, como também para noticiar alagamentos, rotas alternativas no trânsito, abertura de abrigos, orientações da Defesa Civil, entre outras informações.


Na segunda-feira (3/2), a Prefeitura de Joinville comunicou que havia a possibilidade de ocorrências relacionadas a alagamentos até terça-feira. Nesta quarta-feira (5), o alerta foi reforçado já que o risco se mantém até o fim desta semana.



Plano de Contingência (Plancon)


A Defesa Civil de Joinville esclarece que todos esses alertas complementares não estão atrelados ao Plano de Contingência (Plancon).


“Os alertas da Defesa Civil estão relacionados a um monitoramento hidrometeorológico. Já o Plancon é o estágio operacional da cidade, que determina algumas ações que órgãos da Prefeitura devem realizar de acordo com o estágio que encontra-se o Plancon”, explica o gerente da Defesa Civil de Joinville, Maiko Richter.


O Plancon avança de nível de acordo com a gravidade e quantidade de ocorrências que vão sendo realizadas. Ele está estruturado em cinco cores. O verde representa um estágio de normalidade. Depois vem o amarelo, que é quando não há ocorrências relacionadas ao fenômeno climático, mas, de acordo com informações de especialistas, há risco de situações como alagamentos devido às chuvas volumosas e persistentes. As equipes estão no estágio de mobilização.


Quando o Plancon é elevado para o laranja, significa que ocorrências foram registradas em Joinville e que além das forças de resgate e salvamento, como a Defesa Civil, as demais secretarias municipais estão preparadas para atender a população, caso haja necessidade. É o nível de atenção.


O quarto estágio do Plancon é o de alerta e é representado pela cor vermelha. Ele é acionado quando uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade ou há incidência simultânea de diversos problemas de médio e alto impacto em diferentes regiões.


E por fim, o último estágio é o roxo. Nesta situação de catástrofes extremas, diversas regiões da cidade estão impactadas, causando reflexos graves e importantes que afetam severamente a rotina da população.


“É importante a gente enfatizar que toda a estrutura da Prefeitura e das forças de segurança, resgate e salvamento estão integradas e informadas sobre o Plancon. Então, na medida em que os níveis vão sendo elevados, cada órgão sabe como agir e qual a sua função no atendimento das demandas da população. É um trabalho orquestrado, planejado e que reflete na pronta resposta ao cidadão”, conclui Maiko, gerente da Defesa Civil de Joinville.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Bombeiros militares de SP buscam referências do modelo voluntário no CBVJ

 


Moacir Thomazi e Ivan Frederico Hudler (centro) recepcionam os bombeiros militares da PM de São Paulo (de cinza) e de Santa Catarina (de azul)

Uma comitiva com quatro oficiais do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, ciceroneados por bombeiros militares de Santa Catarina, visitou as unidades dos Bombeiros Voluntários de Joinville (CBVJ), nesta quinta (28 de novembro). A intenção do grupo foi conhecer o modelo uma vez que há intenção do governo paulista de ampliar o serviço de bombeiro no Estado em parceria com entidades civis. O grupo também conheceu a unidade dos Bombeiros Voluntários de Indaial, no Médio Vale do Itajaí.

Comitiva conheceu duas corporações de voluntários em SC para criação de proposta de implantação de modelo similar no Estado paulista

O grupo foi recebido pelo presidente da Associação, Moacir Thomazi; Luciano Mendonça Seiler, diretor executivo; Ivan Frederico Hudler, presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários no Estado de SC (ABVESC) e vice-presidente do CBVJ; Luciano Favarin, subcomandante operacional; e Clailton dos Santos, subcomandante dos voluntários.

Esta é a segunda vez que os bombeiros voluntários de Joinville, a entidade do gênero e organização não governamental mais antigas do país, são referência para outras instituições. Em 2023, e novamente este ano, os Bombeiros Voluntários de Joinville, assim como outras unidades filiadas à ABVESC, receberam visita de comitiva de oficiais da Direção Nacional de Bombeiros do Uruguai, também com o propósito de conhecer a estrutura técnica, administrativa e operacional do modelo catarinense.

O presidente dos Bombeiros Voluntários de Joinville, Moacir Thomazi, falou do orgulho e satisfação em receber o grupo de oficiais e oportunidade de mostrar a eficiência da gestão – que colocou o CBVJ entre as melhores Ongs do país e SC pelo Instituto O Mundo que Queremos e o Instituto Doar -, e estrutura operacional que possibilitou atender 9.665 ocorrências em 2023 e somar 205,1 mil horas de serviços gratuitos nas escalas operacionais no mesmo ano.


Ivan Frederico Hudler, presidente da ABVESC apresentou a estrutura dos bombeiros voluntários, composta por 32 unidades que prestam auxílios nos casos de urgência e emergência em 52 municípios, totalizando 1,6 milhão de pessoas beneficiadas. “O nosso modelo, que se destaca pela gestão transparente e capacidade técnica, é complementar ao serviço oferecido pelo Estado”, destacou.



Luciano Mendonça Seiler (em pé) e Ivan Frederico Hudler apresentaram a estrutura operacional e gestão dos Bombeiros Voluntários de Joinville e do Estado, respectivamente

O Tenente-Coronel BM Átila Sarte, representante do comando-geral do CBMSC na comitiva, contou que um dos propósitos da visita dos oficias do Corpo de Bombeiros da PM do Estado de São Paulo é conhecer o modelo catarinense e as boas práticas. “Nesse contexto, não poderíamos deixar de mostrar os Bombeiros Voluntários e, em especial, a unidade de Joinville, o mais antigo país e localizado na maior cidade do Estado”, disse.

O major João Batista Rapaci, do Bombeiro Militar da PM do Estado de São Paulo, observou que conhecer a história dos Bombeiros Voluntários de Joinville e o processo colaborativo dos voluntários com o serviço do Estado vai reduzir percalços e etapas no processo de concepção de um modelo que se pretende implantar em São Paulo. Segundo ele, 80% dos municípios paulistas já contam com serviço de bombeiro; e 20 outros já contam com unidades voluntárias, mas coordenadas pelo Corpo de Bombeiros da PM, alternativa implantada desde 2012. Segundo ele, o plano de trabalho em parceria com entidades civis deve começar a ser ampliado a partir de 2031.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

BOMBEIRO MILITAR APONTA MEDIDAS SIMPLES PARA EVITAR AFOGAMENTOS DE CRIANÇAS

 


O último boletim de novembro sobre a pré-temporada da Estação Verão traz um importante alerta. No período entre 26 de novembro e 2 de dezembro de 2024, foram registrados três óbitos de crianças por afogamento, todos em áreas residenciais, longe das praias catarinenses.

O levantamento dos dados desta terça-feira ressalta a importância da atenção constante e da adoção de medidas preventivas para evitar acidentes, que podem ser fatais. Além dos óbitos em residências, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) registrou 41 salvamentos por afogamento realizados pelos guarda-vidas nos últimos sete dias, em todo o estado. 



Afogamentos com crianças

De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças de 1 a 4 anos no Brasil. Estudos mostram que, em 90% dos casos, os acidentes acontecem em ambientes familiares, como casas, quintais ou sítios.

O CBMSC alerta, portanto, sobre os riscos de afogamentos que podem ocorrer longe das praias, em áreas não guarnecidas por guarda-vidas. Nos últimos sete dias, o primeiro caso de afogamento com criança ocorreu em um lago, no município de Jaraguá do Sul. Segundo relato dos Bombeiros Voluntários, a família estava almoçando em um sítio dos avós da criança quando deram falta do menino de 3 anos. Ao procurarem por ele, o avistaram em um lago ornamental com peixes. A equipe do SAMU chegou a ser acionada; contudo, a vítima infelizmente estava em óbito.

Na região atendida pelo 8º Batalhão de Bombeiros Militar (8º BBM) do CBMSC, uma menina de 1 ano e 7 meses foi levada pelos pais ao quartel, com grau 6 de afogamento. Apesar dos esforços dos militares, que realizaram manobras de RCP (ressuscitação cardiopulmonar) por quase duas horas ininterruptas, a vítima não resistiu.

Segundo relato dos pais, a mãe estava com a menina em casa quando percebeu sua ausência e começou a procurá-la. A mãe notou que o portão estava aberto e, ao sair na rua, foi avisada por uma vizinha que a criança havia caído na piscina de sua casa. Neste caso, o uso de uma tela ou lona de proteção na piscina poderia ter evitado o acidente.

O terceiro caso de óbito por afogamento envolveu uma criança de 1 ano e 6 meses, que sofreu afogamento em uma banheira. Segundo relatos, a mãe da criança a colocou na banheira com água na altura da cintura e saiu rapidamente para realizar afazeres domésticos, pois moravam sozinhos.

Ela declarou que, após cerca de cinco minutos, retornou e encontrou a criança deitada na banheira, em situação de afogamento. O socorro foi prestado por vizinhos, que os levaram a uma policlínica próxima. Apesar de não ter ocorrido em um lago ou piscina, o acidente também demonstra como um instante de desatenção pode ter consequências irreversíveis. 



Prevenção começa com vigilância constante

Crianças são curiosas e rápidas, e basta um momento de distração para que alcancem lugares perigosos. Por isso, os pais e responsáveis devem adotar uma vigilância ativa e constante, sem depender apenas de dispositivos eletrônicos ou barulhos como sinal de alerta.



Dicas de prevenção:

  • Piscinas: Instale cercas de proteção, utilize telas ou capas seguras e mantenha portões trancados.
  • Açudes e rios: Nunca deixe crianças desacompanhadas nesses locais. Oriente sobre os riscos e mantenha áreas restritas, preferencialmente cercadas.
  • Banheiras e recipientes pequenos: Esvazie banheiras, baldes e bacias imediatamente após o uso. Nunca deixe crianças brincando sem supervisão.
  • Mar: Prefira praias com a presença de guarda-vidas ativados, respeite as bandeiras de sinalização e mantenha as crianças por perto. É possível consultar as praias com bandeiras ativas antes mesmo de sair de casa, pelo aplicativo CBMSC Cidadão.
  • Ações para reduzir os riscos


    Durante a Estação Verão, o CBMSC intensifica campanhas educativas sobre prevenção de acidentes aquáticos, como o Programa Golfinho, voltado à conscientização de crianças. Atitudes simples, como ensinar noções básicas de segurança e supervisionar constantemente, podem salvar vidas.

    Prevenir é o caminho mais eficaz para garantir um verão seguro e tranquilo.

    Como agir em caso de emergência

    Em caso de afogamento, mantenha a calma e acione o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193. 

    Nota: Os três óbitos com crianças registrados no período de 26 de novembro a 02 de dezembro não entram no boletim da Estação Verão, por se tratarem de acidentes domésticos.