Em Santa Catarina mandados em Joinville , Campo Alegre e Araranguá/SC
A Polícia
Federal no Paraná deflagrou nesta quinta-feira (05/09) a Operação Viking, que
têm como objetivo reprimir e desarticular uma Organização Criminosa
especializada no tráfico internacional e interestadual de drogas com diversas
ramificações no Brasil e na Europa.
VIDEO : DELEGADO POLICIA FEDERAL MATEUS MARTINS CORREA DE SÁ
Na data
de hoje, cerca de 120 policiais federais e equipes da Guarda Civil Espanhola
estão nas ruas para dar cumprimento à 9 mandados de prisão preventiva e 38
mandados de busca e apreensão em endereços situados nos Estados do Paraná,
Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e na Espanha.
Também
foram decretadas medidas patrimoniais de sequestro de bens móveis e imóveis que
totalizam um valor de aproximadamente R$ 7.240.000,00, bem como ordens de bloqueio
de ativos e valores existentes nas contas bancárias e aplicações financeiras de
até R$ 20.000.000,00 por investigado.
VIDEO : DELEGADO POLICIA FEDERAL EDUARDO VERZA
As
investigações, que contaram com o apoio da Receita Federal, Europol, Guarda
Civil Espanhola e Polícia Nacional da Croácia, revelaram que a Organização
Criminosa constituiu uma complexa estrutura logística para operacionalizar as
ações de narcotráfico interestadual e internacional, que abrange seu ingresso e
transporte dentro do território nacional, preparação e o envio dos
carregamentos de cocaína para o exterior utilizando principalmente o modal
marítimo.
Grande
parte da droga movimentada pelo grupo tinha como destino os portos da Europa e,
para isto, atuavam na região do Porto de Paranaguá/PR, bem como em outros
portos do País, locais de onde exportavam grandes quantidades de cocaína
através da contaminação de contêineres (método rip/on-rip/off),
ocultação em cargas lícitas (rip/on na carga) e nos navios, transportes
em barcos pesqueiros e, principalmente, uso de mergulhadores para inserir a
droga em compartimentos submersos dos navios.
Foram
identificadas diversas apreensões de carregamentos de cocaína vinculados a
atuação desta Organização Criminosa, bem como foram feitas apreensões de drogas
no decorrer da investigação, totalizando mais de 03 (três) toneladas de cocaína.
Os lucros
obtidos com essas atividades criminosas também estavam sendo usados para
subsidiar a ampliação da estrutura logística do grupo, mediante aquisição de
barcos, empresas, imóveis, entre outros instrumentos destinados a fomentar a
expansão das suas ações, além de armas de fogo e munições para intensificar o
poderio bélico e a capacidade de intimidação em face de outros grupos
criminosos.
As
investigações revelaram ainda que lideranças dessa Organização Criminosa
empregavam diversas metodologias para ocultar e dissimular a procedência
ilícita dos seus vultosos ganhos financeiros e do patrimônio milionário
constituído a partir dos crimes perpetrados.
Os
investigados na operação deflagrada hoje responderão, cada qual dentro da sua
esfera de responsabilidade, pelos crimes de organização criminosa, tráfico
internacional de drogas e associação para fins de tráfico, com penas que podem
chegar a 50 anos de reclusão, bem como pelo crime de lavagem de dinheiro, com
penas que podem chegar a 10 anos de reclusão por cada ação perpetrada.
O nome da “Operação Viking” faz alusão ao modal
marítimo utilizado pela Organização Criminosa investigada para enviar as cargas
de drogas até o continente europeu, uma vez que o povo “Viking”, que habitou o
norte da Europa na idade média, ficou famoso pelas expedições marítimas que tinham
como principal objetivo a obtenção, de maneira fácil, de grandes somas de
riqueza.